Fajã de São João–Lourais–Fajã dos Vimes liga pequenas comunidades da costa sul de São Jorge por caminhos de encosta, mata e ribeiras. A partida junto ao café e à igreja da Fajã de São João sobe para noroeste entre campos de vinha, milho e inhame. Esta agricultura instalada em parcelas inclinadas acompanha a saída da fajã e mostra o uso intensivo de terrenos disponíveis sob a falésia.
Depois da mata, o percurso alcança os Lourais e atravessa a Ribeira do Salto. Um caminho de terra inicia a descida para a Fajã dos Bodes, seguida pela passagem da Ribeira dos Cedros, onde a pedra pode estar escorregadia. O setor final aproxima-se novamente do mar e termina na Fajã dos Vimes, junto ao porto. A caminhada alterna subidas e descidas exigentes, oferecendo uma leitura contínua de povoamento, culturas e acessos antigos. Cada fajã apresenta uma relação própria entre água, vertente e costa, enquanto as ribeiras explicam tanto a fertilidade como a vulnerabilidade do trajeto em períodos chuvosos.
A sucessão São João–Lourais–Bodes–Vimes também oferece referências úteis para avaliar o progresso. Entre cada núcleo, a mata e as ribeiras recordam que as ligações dependem das condições da vertente, sobretudo depois de períodos de precipitação intensa.