A Rota da Água percorre Nasce Água e a Serra do Morião seguindo vestígios de diferentes formas de aproveitamento hídrico. Cinco ruínas de moinhos junto à Ribeira dos Moinhos assinalam o início, recordando a força motriz que sustentava atividades locais. A subida passa pela Mãe-de-Água, uma nascente, e por uma pequena central hidroelétrica, aproximando o caminhante de estruturas criadas para captar, conduzir e regular a água.
Um reservatório recebe água associada à Furna d’Água e ao Cabrito antes de o caminho entrar em vegetação natural, numa área importante para infiltração. Cruzeiro e Serra da Costaneira conduzem ao ponto alto, com vistas sobre Angra do Heroísmo, Monte Brasil e a costa sul quando o céu está limpo. O regresso repete grande parte do traçado, com uma pequena variante. A rota transforma infraestruturas discretas, nascentes e ruínas num percurso de leitura da água, mostrando a ligação entre relevo vulcânico, energia e abastecimento urbano.
Os moinhos encontram-se no início, enquanto a nascente, a central e o reservatório surgem progressivamente na subida. Esta ordem permite acompanhar a água desde os seus usos tradicionais até estruturas técnicas mais recentes antes de alcançar o panorama do cume.