Relheiras de São Brás percorre uma área florestal onde os sulcos deixados por gerações de carros de bois permanecem gravados na rocha. A partir da zona de lazer, o circuito passa pelo Viveiro Florestal de Espécies Autóctones, espaço dedicado à propagação de plantas açorianas. Um corredor de vegetação endémica introduz a mata antiga, composta por eucaliptos e cedros, onde a luz e a humidade mudam o ambiente da caminhada.
Um monumento ao carro de bois assinala a importância das relheiras na circulação rural. Mais adiante, a Fonte do Cão e uma escultura em basalto evocativa da ilha antecedem vistas para Pico Alto e Serra do Cume. Junto à Ribeira dos Pães, o Pulho do Salto forma uma pequena queda de água antes do regresso. O itinerário reúne património de trabalho, conservação botânica e linhas de água num circuito acessível, permitindo perceber como os caminhos antigos atravessavam a floresta e deixavam marcas duradouras na pedra.
O viveiro e o corredor de espécies autóctones dão contexto atual à floresta, mostrando trabalho ativo de conservação. Em contraste, as relheiras documentam um uso antigo do mesmo território, quando a circulação dependia da força animal e de caminhos gravados na rocha.