Ponta Delgada–Fajã Grande é uma travessia linear pela costa norte e oeste das Flores, mas encontra-se encerrada. O traçado histórico sai do centro de Ponta Delgada e segue por pastagens e vales até à Ponta do Albarnaz. O farol, inaugurado em 1925, marca esta primeira parte e abre vistas para o Corvo, o ilhéu de Maria Vaz e as formas vulcânicas mais antigas da ilha.
Depois de Albarnaz, o percurso atravessa linhas de água e áreas de vegetação endémica. Ao largo pode ver-se o ilhéu do Monchique, enquanto a costa se torna progressivamente mais alta e recortada. Nos últimos quilómetros, a Rocha do Risco introduz um setor junto à arriba, exposto ao oceano e inadequado a pessoas com vertigens. A aproximação à Fajã Grande passa por manchas de cedro-do-mato e pela base visual de uma arriba fóssil com numerosas quedas de água.
O valor paisagístico e natural desta ligação ajuda a compreender a costa ocidental das Flores, mas não altera a situação presente. Enquanto o encerramento se mantiver, a descrição serve apenas para leitura e planeamento futuro; não deve ser usada para entrar a partir de Ponta Delgada, Albarnaz, Ponta da Fajã ou Fajã Grande. Uma eventual caminhada só poderá ser considerada depois de uma reabertura confirmada.