Pico das Camarinhas–Ponta da Ferraria é um circuito de 3,6 quilómetros dedicado à história vulcânica recente do extremo oeste de São Miguel. A partida no Miradouro da Ilha Sabrina recorda a erupção submarina do século XIX que fez surgir temporariamente uma pequena ilha ao largo. A partir dali, o caminho sobe ao Pico das Camarinhas, cone vulcânico formado numa erupção terrestre anterior.
O alinhamento de crateras e o Caminho Velho conduzem progressivamente à costa. Na descida pela Rua da Ilha Sabrina, a arriba expõe camadas de pedra-pomes, materiais piroclásticos e outras marcas de episódios eruptivos diferentes. Já na Ferraria, a plataforma de lava apresenta arcos, cavidades, filões, um pseudocratera e fragmentos de rocha incorporados pelo magma. O conjunto funciona como uma secção aberta da geologia, em que formas e texturas podem ser observadas à escala do percurso.
Junto ao mar, uma nascente termal aquece a água numa piscina natural durante a baixa-mar, desde que as condições marítimas sejam seguras. O regresso ao miradouro completa uma rota fácil de cerca de duas horas e meia. Apesar da classificação, crateras, arriba e costa exigem respeito pela marcação. O valor do circuito está em ligar erupções, erosão marinha e uso balnear num único território em permanente contacto com o Atlântico.