O circuito do Pico da Vara sobe ao ponto mais elevado de São Miguel, a 1 103 metros, atravessando 7,3 quilómetros de floresta e habitat montanhoso protegido. A partida junto à Casa do Guarda da Reserva Florestal da Atalhada entra primeiro numa área de gestão florestal. O contraste entre plantações e vegetação natural torna-se mais evidente à medida que o percurso ganha altitude e se aproxima das zonas expostas.
Nas cotas superiores, o caminho atravessa áreas importantes para espécies endémicas e para a conservação do priolo. Cedro-do-mato, urze, uva-da-serra e outras plantas açorianas formam manchas de vegetação adaptadas à humidade, ao vento e aos solos do maciço do Nordeste. O cume oferece, quando as nuvens permitem, uma leitura abrangente das lombas orientais, das crateras e das duas costas da ilha. A experiência depende tanto desse ecossistema como do marco altimétrico.
O regresso completa um circuito classificado como difícil, com cerca de três horas previstas. Declive, lama, exposição e mudanças rápidas do tempo justificam a classificação mais do que qualquer passagem equipada. Existe ainda uma condição operacional atual: o primeiro segmento tem trabalhos florestais, incluindo corte de árvores e movimentação de máquinas pesadas. A caminhada deve ser feita com obediência estrita a toda a sinalização temporária, sem abandonar o traçado na área protegida.