A Grande Rota de São Jorge Este liga o extremo oriental da ilha à Fajã dos Cubres numa travessia dividida em duas etapas. A primeira parte do Topo, junto ao farol, atravessa a vila e acompanha o planalto e a costa até entrar na longa sequência de encostas e fajãs do sul. Fajã de São João e Lourais marcam a progressão para oeste antes da chegada à Fajã dos Vimes, conhecida pela paisagem agrícola instalada sob a falésia.
A segunda etapa continuaria da Fajã dos Vimes para as fajãs do norte, até aos Cubres, mas encontra-se encerrada. No conjunto, a grande rota alterna cones vulcânicos do planalto, caminhos rurais, vertentes abruptas, linhas de água e pequenas plataformas costeiras. Esta mudança constante entre altitude e mar permite compreender como as povoações e culturas se adaptaram a uma ilha estreita e muito recortada. A ligação a outros percursos pedestres amplia as possibilidades de leitura, mas exige atenção aos códigos e ao estado de cada troço.
Topo, Fajã de São João, Lourais e Vimes formam referências essenciais da etapa aberta. A distância entre elas transforma a caminhada numa sequência de territórios vividos, não apenas numa ligação paisagística, e ajuda a planear pausas e abastecimento sem abandonar o traçado.