A Grande Rota da Graciosa percorre cerca de quarenta quilómetros num circuito dividido em duas etapas, oferecendo uma leitura ampla da ilha. O troço entre Barra e Luz acompanha primeiro a costa leste e sul, onde a baixa plataforma da Praia dá lugar às falésias da Ponta da Restinga. Vistas sobre o Ilhéu da Praia e o Ilhéu de Baixo acompanham uma paisagem exposta ao mar antes da aproximação ao maciço da Caldeira.
No interior vulcânico, a rota relaciona a grande depressão com a Furna do Enxofre e os caminhos rurais que servem as povoações. A etapa de Luz a Barra passa pela Caldeirinha de Pêro Botelho, cavidade com cerca de vinte e cinco metros, e ganha a Serra Branca, de onde se observam diferentes setores da ilha. Antigas relheiras de carros de bois na zona das Fontes acrescentam memória do transporte tradicional. A sucessão de falésias, campos, núcleos habitados e formas vulcânicas mostra como a pequena dimensão da Graciosa concentra ambientes muito distintos numa única travessia.
A divisão em etapas permite que o setor costeiro e o interior recebam atenção própria. Em vez de reduzir a ilha a uma volta rápida, a rota mostra como as povoações servem de transição entre paisagens e oferecem pontos lógicos para interromper e retomar a caminhada.