Fajãs do Toledo recupera caminhos que ligavam a freguesia a pequenas plataformas costeiras sob a falésia norte de São Jorge. A partir da Ermida de São José, o circuito segue pela antiga estrada regional e atravessa terrenos onde antes se cultivavam milho e trigo. A descida abre vistas para Ponta Furada, Fajã do Ouvidor e, em dias limpos, outras ilhas do grupo central.
Fajã Manuel Teixeira conserva socalcos, inhames, ruínas e cabos associados ao uso agrícola. Depois de atravessar a Ribeira da Quebrada, o caminho alcança a Fajã Rasa e prossegue para a Fajã de Vasco Martins. Aí, a queda de água do Poço dos Airoses e novas ruínas marcam o ponto mais afastado. O regresso sobe por um trilho estreito na falésia entre vegetação nativa, reencontra os campos do Toledo e a estrada. É um circuito difícil que revela três fajãs pouco habitadas e a antiga organização de culturas, água e acessos num território de grande declive.
Poço dos Airoses oferece o principal elemento de água no extremo do circuito, depois de duas fajãs e de uma travessia de ribeira. A sua posição ajuda a identificar o momento de abandonar a progressão costeira e preparar a exigente subida de regresso.