Fajã de Lopo Vaz é um percurso de ida e volta que desce da zona de merendas para uma plataforma detrítica isolada na costa sul das Flores. A fajã formou-se por desmoronamentos das arribas altas e constitui, com a Ponta da Rocha Alta, um conjunto geológico importante. O caminho inclui a escadaria de pedra associada ao nome de Lopo Vaz e atravessa uma encosta onde terra, calçada e degraus acompanham a perda rápida de altitude.
Na base, a exposição a sul, a baixa altitude e a proteção da arriba criam um microclima mais quente. Pequenas parcelas cultivam figos, araçás, groselhas e bananas, alimentadas por uma nascente que desce da falésia. A fajã está ligada às primeiras fases do povoamento das Flores, mas permanece pouco ocupada e acessível apenas por este caminho. A vegetação costeira e as arribas oferecem ainda habitat a cagarros e garajaus.
Depois de explorar apenas as zonas acessíveis da fajã, o regresso faz-se obrigatoriamente pelo mesmo trilho, recuperando todo o desnível até ao miradouro. A classificação média resulta da descida íngreme, da subida de retorno e da exposição a queda de pedras. A caminhada é curta, mas a sensação de isolamento, a escala da arriba e a mudança de clima tornam-na uma experiência muito distinta das rotas do planalto.