O circuito da Fajã d’Além visita uma pequena plataforma costeira isolada na vertente norte de São Jorge. A partir da Ermida de Santo António, um caminho de terra alcança uma bifurcação e inicia a descida pelo lado oeste. A aproximação revela casas rurais dispersas, pequenos campos e adegas protegidos sob a falésia, compondo um núcleo de escala reduzida e ligado ao aproveitamento agrícola.
Na fajã, o percurso passa pelo Moinho do Senhor Moisés, associado à presença de água e ao trabalho local. O regresso começa para leste e sobe a encosta junto de nascentes, ribeiras e uma antiga escadaria de pedra. Ao atingir a estrada regional, a rota volta ao acesso da ermida e fecha o circuito. A diferença entre o planalto habitado e a fajã remota mostra como caminhos íngremes asseguravam comunicação e transporte. O conjunto de moinho, casas, adegas e parcelas ajuda a ler uma forma de ocupação moldada pelo relevo e pela disponibilidade de terreno junto ao mar.
A assimetria do circuito, descendo a oeste e regressando a leste, permite conhecer dois acessos diferentes à mesma fajã. No entanto, essa configuração só deve ser considerada depois de a rota reabrir e de todo o traçado voltar a estar autorizado.