Cara do Índio atravessa o Corvo do Miradouro do Caldeirão à Vila do Corvo. O percurso começa no ponto mais alto da estrada e segue para sul, oferecendo uma visão ampla da ilha antes de abandonar o asfalto. Junto à Casa Florestal, entra numa canada de terra, cruza a Ribeira do Trevo e aproxima-se de reservatórios construídos para reter água destinada à população. A zona do Baldio combina uso comunitário, pastagens e muros de pedra seca.
O caminho contorna o cone da Coroínha e a Falésia das Pingas, com vista para as Flores quando o tempo está limpo. A descida prossegue entre campos até à formação basáltica que a erosão transformou no perfil conhecido como Cara do Índio. A partir daqui, uma vereda mais inclinada atravessa urze e cedro-do-mato, passa antigos abrigos escavados na rocha e abre um miradouro sobre a vila.
Depois de cruzar a estrada, o percurso entra no núcleo histórico da Vila do Corvo. Ruas estreitas e casas compactas conduzem aos moinhos tradicionais e à Praia da Areia, onde termina a travessia. A dificuldade média combina descida longa, zonas húmidas e piso rural. Em cerca de dez quilómetros, o trilho liga o interior vulcânico, a gestão da água, a paisagem agrícola e o património costeiro da menor ilha açoriana.