O circuito Caldeiras da Ribeira Grande–Salto do Cabrito percorre 8,6 quilómetros entre dois modos de aproveitar a energia subterrânea e a força da água. A partida junto às caldeiras apresenta fumarolas, águas quentes e construções termais numa zona moldada pela geotermia. Pouco depois, o caminho acompanha uma conduta e entra num vale florestal onde a infraestrutura hidroelétrica passa a orientar a leitura da paisagem.
Na Fajã do Redondo surgem a barragem e uma antiga central, testemunhos do aproveitamento da ribeira. Um passadiço metálico e uma escadaria inclinada seguem as tubagens acima do vale, criando o segmento mais marcante do percurso. A descida alcança a central do Salto do Cabrito e a cascata, onde a água cai entre paredes rochosas cobertas de vegetação. O ambiente industrial não anula a força natural do lugar; mostra antes como o relevo e o caudal determinaram a localização das obras.
O regresso passa pela zona geotérmica do Pico Vermelho, cruza duas ribeiras e uma ponte suspensa antes de voltar às Caldeiras da Ribeira Grande. Com dificuldade média e cerca de três horas, o circuito reúne engenharia, floresta e vulcanismo numa sequência coerente. A circulação junto a centrais, condutas e passagens elevadas exige atenção, mas permite compreender no terreno como diferentes fontes de energia foram exploradas no mesmo sistema de vales.